AES Curitibano

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Etapa 4: Proposta

Material de leitura: o que cada métrica significa, como ela influencia o resultado e o que testar quando estiver ruim.

Etapa 4 do funil

Proposta

Converter a visita ao stand em proposta formal registrada.

O que você precisa olhar aqui

Taxa de visita para proposta

O que é

De quem visitou, quantos saíram com proposta na mesa.

Como calcular

Propostas divididas por visitas realizadas.

Como influencia o resultado

Multiplica direto o resultado final. Cair de 30% para 20% significa um terço a menos de propostas e, com a mesma taxa de fechamento, um terço a menos de vendas: o custo por venda sobe 50% sem que a mídia tenha mudado nada.

Referência

30%, faixa de 25% a 40%

Aqui a pessoa já tem perfil e já se deslocou até o stand, então a expectativa é bem maior que nas etapas anteriores.

Se estiver ruim, o que testar

  • Comparar a taxa por corretor antes de culpar a mídia, porque a variação entre pessoas é enorme.
  • Padronizar a apresentação de condições de pagamento na primeira visita.
  • Criar proposta simulada na hora, em vez de enviar depois.
  • Ouvir a gravação ou o relato de visitas que não geraram proposta.

Taxa de retorno, segunda visita

O que é

Quantos visitantes voltam ao stand uma segunda vez.

Como calcular

Segundas visitas divididas por visitas realizadas.

Como influencia o resultado

No alto padrão a maior parte das propostas nasce na segunda visita. Retorno baixo derruba a taxa de proposta e, com ela, o número de vendas do mesmo volume de leads, encarecendo cada venda.

Referência

30% a 40%

A decisão envolve mais de uma pessoa e quase nunca fecha na primeira visita. Retorno abaixo de 20% significa proposta perdida por falta de provocação, não por falta de interesse.

Se estiver ruim, o que testar

  • Criar um motivo concreto para o retorno: visita ao decorado com o cônjuge, condição especial, tour com o arquiteto.
  • Agendar a segunda visita ainda dentro da primeira.
  • Enviar estudo personalizado de pagamento entre uma visita e outra.

Concentração do principal motivo de não proposta

O que é

O quanto o motivo número 1 domina as visitas que não viraram proposta.

Como calcular

Classifique toda visita sem proposta numa lista fechada (preço, produto, localização, condição de pagamento, momento) e veja o percentual do motivo mais frequente.

Como influencia o resultado

Aponta o dono do problema e, portanto, onde mexer para recuperar a taxa de proposta. Corrigir a causa dominante costuma devolver vários pontos de conversão de uma vez, e cada ponto aqui reduz o custo por venda.

Referência

Nenhum motivo acima de 40%

Se "preço" passa de 40%, a mídia está trazendo público fora da faixa e o problema não é do stand. Se "produto" passa de 40%, o briefing de campanha está prometendo outra coisa.

Se estiver ruim, o que testar

  • Levar a lista de motivos para a reunião de mídia uma vez por mês.
  • Ajustar segmentação ou mensagem conforme o motivo dominante.
  • Revisar a comunicação de valores no anúncio e na página.

Número médio de visitas até a proposta

O que é

Quantas idas ao stand o cliente faz até formalizar uma proposta.

Como calcular

Total de visitas realizadas dividido pelo número de propostas.

Como influencia o resultado

Mais visitas por proposta significa mais tempo de corretor e agenda ocupada por menos resultado, o que alonga o ciclo de venda e encarece cada proposta gerada.

Referência

1,8 a 2,5

Abaixo de 1,8 é raro no alto padrão. Acima de 2,5 o processo está se arrastando sem avanço claro.

Se estiver ruim, o que testar

  • Definir objetivo de avanço para cada visita.
  • Levar o decisor à segunda visita.
  • Apresentar a condição de pagamento mais cedo no processo.

Taxa de proposta do corretor com melhor desempenho

O que é

A melhor conversão de visita em proposta dentro da equipe.

Como calcular

Propostas do melhor corretor divididas pelas visitas que ele atendeu.

Como influencia o resultado

Mostra o teto possível com o público atual. A diferença entre esse número e a média da equipe é conversão que o funil já poderia estar entregando com o mesmo investimento em mídia.

Referência

Acima de 30%

Se nem o melhor corretor passa de 30%, o problema é o público ou o produto, não a equipe.

Se estiver ruim, o que testar

  • Mapear o que esse corretor faz de diferente e transformar em roteiro.
  • Fazer acompanhamento de visita em dupla para treinar os demais.
  • Comparar a taxa por canal de origem antes de concluir.

Visitas sem motivo registrado

O que é

Visitas que não viraram proposta e ficaram sem justificativa anotada.

Como calcular

Visitas sem motivo divididas pelas visitas sem proposta.

Como influencia o resultado

Sem esse registro não dá para saber se a perda é de mídia, de produto ou de atendimento, e a taxa de visita para proposta fica estagnada por falta de diagnóstico.

Referência

Deve ser zero

É o único dado que liga o que acontece no stand com o que precisa mudar na campanha.

Se estiver ruim, o que testar

  • Campo obrigatório de motivo no fechamento do atendimento.
  • Lista fechada de motivos, sem texto livre.
  • Auditar uma amostra de registros por semana.

Boas práticas

  • Registrar o motivo de não proposta em toda visita, sem exceção.
  • Ter uma ação de follow-up definida para cada motivo.
  • Revisar os motivos com mídia e produto todo mês.
  • Comparar a performance por corretor nesta etapa.

Sinais de alerta

  • Motivo "preço" acima de 50%.
  • Taxa de retorno abaixo de 20%.
  • Nenhum registro de motivo no CRM.